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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Žižek: Um novo começo para a Europa?


O “NÃO” inesperadamente forte do referendo grego marcou uma resolução histórica, lançada em uma situação de desespero. Em minha obra, frequentemente me valho da conhecida piada soviética da década passada sobre Rabinovitch, um judeu que quer emigrar. O burocrata do departamento de emigração pergunta o motivo, e ele responde: “Bem, há dois motivos. O primeiro é que temo que os comunistas percam o poder aqui na União Soviética, e que consequentemente o novo governo venha a colocar sobre nós, judeus, toda a culpa pelos crimes dos comunistas – inaugurando uma nova leva de pogroms anti-semitas…” “Mas que bobagem”, interrompe o burocrata, “nada vai mudar na União Soviética. O poder dos comunistas durará para sempre!” “Pois então, esse é o meu segundo motivo”, responde Rabinovitch tranquilamente.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Com um Congresso conservador, Brasil segue caminho de Espanha, Grécia e Portugal



"O BNDES tornou-se várias vezes maior que o Banco Mundial e investe na construção da infraestrutura econômica brasileira, abrindo até mesmo espaço para a integração regional. Entre as estatais, a mais importante é a Petrobras, que amplia sua exploração do pré-sal com perspectivas excelentes de aumento de produção e rentabilidade", escreve Silvio Caccia Bava, sociólogo, em artigo publicado pelo jornal Le Monde Diplomatique e reproduzido pelo sítio Viomundo, 10-06-2015.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A dívida é um elemento de chantagem para impor políticas neoliberais




Éric Toussaint é presidente do Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo 

Éric Toussaint é professor da Universidade de Lieja, presidente do Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM) Bélgica. É autor de, entre outras obras, Bancocracia, (Icaria editorial, Barcelona, 2014). Para Toussaint, o grande peso da dívida grega está ligado ao plano de resgate da banca, consequência da crise financeira de 2008.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Democracia, o novo fantasma dos mercados



Slavoj Žižek analisa: grande novidade na Grécia é chance de uma alternância real de políticas. Por isso, começou o terrorismo midiático





“O sujeito que odeia os progressistas em Londres,
apresenta-se como progressista na África”
[Chesterton, 1808, loc. cit. (Nota 1) [NTs].

Imagine uma cena de um filme distópico que mostre nossa sociedade num futuro próximo. Guardas uniformizados patrulham ruas semivazias dos centros das cidades, à caça de imigrantes, criminosos e desocupados. Os que encontram, os guardas espancam. O que parece fantasia de Hollywood já é realidade hoje, na Grécia.

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