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quinta-feira, 7 de junho de 2018

"Boçal" e "câncer a ser extirpado", diz Ciro Gomes sobre Bolsonaro

Na sabatina promovida pelo Correio, o candidato à Presidência da República pelo PDT afirma que, se for eleito, quer o MDB de Michel Temer e Romero Jucá na oposição ao seu governo 

SK Simone Kafruni IS Ingrid Soares - Especial para o Correio

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) defendeu, durante a sabatina promovida pelo Correio com os pré-candidatos à Presidência, nesta quarta-feira (6/6), o fim de privilégios, a manutenção de estatais e a revogação da emenda constitucional que estipula o teto dos gastos.

domingo, 17 de dezembro de 2017

A guerra civil como forma de governo

Vladimir Safatle

Há dias um juiz negou o pedido de uma ex-funcionária do banco Itaú para processar seu antigo empregador por fazê-la trabalhar em horas extras não pagas, além de praticar assédio, obrigá-la a acúmulo de função e desrespeitar outros direitos trabalhistas elementares.

No entanto, baseado na nova lei trabalhista, o juiz em questão resolveu obrigar a trabalhadora a pagar os custos dos advogados do banco, ou seja, R$ 67 mil. Ele deve esperar, com isto, criar uma jurisprudência que desestimule de vez trabalhadores a acreditar terem o direito de usar a Justiça para se defender de seus empregadores.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Com quem você pensa que está falando :

Durval Muniz

Duas corporações se destacaram na luta pelo impeachment da presidenta Dilma Roussef e foram decisivas para a consumação do golpe contra as instituições democráticas brasileiras: os médicos e os profissionais do direito. 

A criação do programa Mais Médicos, pelo governo Dilma, que pretendia levar assistência médica para as periferias das grandes cidades, para as cidades do interior, para as comunidades rurais, indígenas e quilombolas, combatendo o deficit de profissionais médicos no país, com a contratação de médicos estrangeiros, com a criação de novos cursos de medicina e novas vagas de residência médica, foi recebido com muita indignação e protestos por parte das instituições e órgãos de representação médicos. Os carrões dos profissionais médicos se encheram de adesivos em que lia “Fora Dilma, e leve o PT junto”. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Durval Muniz: Você é de família, cidadão ?







Nesta semana, em excelente reportagem feita pela agência Saiba Mais, ficamos sabendo que 54% da bancada federal do estado do Rio Grande do Norte não poderá ser votada para receber o prêmio Parlamentar do Ano, promovido pelo portal Congresso em Foco, porque cinco, dos oito deputados federais, e dois, dos três senadores, respondem a processos na Justiça. Em outra reportagem desse portal, ficamos sabendo das atividades ilícitas que teriam sido cometidas pelo ex-deputado, por inimagináveis dez legislaturas seguidas, Henrique Eduardo Alves, denunciadas pelo Procurador Geral da República. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O que é a vulgaridade do poder?


“... luxo, sem cultura, era dramaticamente vulgar, pois, não se justificando pelo gosto, ele se tornava violência pura: um esbanjo que só servia para exibir o privilégio.(...)O poder é vulgar de duas formas básicas, que se misturam facilmente. Há a vulgaridade do poder sem cultura e há a vulgaridade do poder sem questões e dilemas morais.”

Contardo Calligaris

Volto a uma história de minha adolescência. Talvez hoje eu consiga entender plenamente sua significação.

No começo dos anos 1960, na Itália, eu simpatizava com os partidos de esquerda. Meu pai era um social-democrata sem afiliação partidária, mas ele tinha participado da resistência ao fascismo, durante os últimos anos da Segunda Guerra.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A educação como privilégio de classe


O que o governo Temer pretende com a PEC 241 é dificultar ainda mais o acesso ao ensino superior

Luiz Ruffato

A educação como privilégio de classe Aos que não entenderam, vou desenhar

Em 2007, o escritor Raduan Nassar – autor da obra-prima Lavoura Arcaica – tentou doar sua fazenda Lagoa do Sino, situada em Buri, interior de São Paulo, para a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), com uma única condição: a de que as terras, transformadas em campus universitário, fossem utilizadas para propiciar acesso a jovens sem poder aquisitivo, incluindo filhos de trabalhadores rurais, negros e indígenas.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A volta da classe do privilégio



A classe do privilégio aproveitou a oportunidade para agravar a crise econômica e, pela porta dos fundos, chegar ao Planalto.

 

Leonardo Boff*
 


O principal problema brasileiro que atravessa toda nossa história é a monumental desigualdade social que reduz grande parte da população à condição de ralé.
 

Os dados são estarrecedores. Segundo Marcio Pochman e Jessé Souza, que substituiu Pochman na presidência do IPEA são apenas 71 mil pessoas (ou 1% da população que representa apenas 0,05% dos adultos), multibilionários brasileiros, que controlam praticamente nossas riquezas e nossas finanças e através delas o jogo político. Essa classe dos endinheirados, que Jessé Souza chama de classe do privilégio, além de perversa socialmente é extremamente hábil pois se articula nacional e internacionalmente de tal forma que sempre consegue manobrar o poder de Estado em seu benefício.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Como desmontar o ódio social


Leonardo Boff

As igrejas, os grupos de reflexão e ação e especialmente a mídia e todas as pessoas de boa-vontade podem colaborar no desmonte desta carga negativa


Estamos constatando que vigora atualmente muito ódio e raiva na sociedade, seja pela situação geral de insatisfação que perpassa a humanidade, mergulhada numa profunda crise civilizacional, sem que ninguém nos possa dizer como seria a sua superação e para onde este voo cego nos poderia conduzir. O inconsciente coletivo detecta este mal-estar como já antes Freud o descrevera em seu famoso texto O mal estar na cultura (1929-1930) e que, de alguma forma, previa os sinais de uma nova guerra mundial.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Defesa Ilegal do Status Quo Assusta


Defesa ilegal do status quo assusta - mesmo que se limite a jogar preguinhos nas ciclovias de São Paulo

Renato Janine Ribeiro

Luz e sombra. Está em jogo o que queremos de nossas cidades

Temos dois modos de comentar o que acontece na cidade e na sociedade. Um deles é macro: lemos estatísticas, procuramos ver o que acontece em larga escala - como a melhora ou queda do nível de vida. Outro é micro: um pequeno acontecimento abre um leque de significações. Sociólogos, economistas e gestores priorizam o primeiro modo. Assim veem onde estão as ciclovias e cruzam com dados de trânsito, nível dos moradores e, a grande questão, se as bicicletas servem para o lazer dominical ou o transporte cotidiano. Pedalam por prazer ou para ir ao trabalho? Ciclofaixas de Kassab ou ciclovias de Haddad? Esse levantamento é fundamental para o gestor - e para nós.
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