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sexta-feira, 27 de julho de 2018

A identidade de um revolucionário


fé de que o improvável era possível

Valério Arcary 

Recebo, de vez em quando, mensagens de jovens que não conheço, pessoalmente, e pelo facebook me perguntam se ainda é possível a luta pelo socialismo. Percebo que têm aversão à injustiça e simpatia pela causa dos trabalhadores. Mas se interrogam sobre o sentido da dedicação à militância neste século XXI. Vale a pena? Quais são os maiores desafios e perigos? Escrevi este texto como se fosse uma mensagem pessoal de resposta.

domingo, 29 de abril de 2018

Revolucionários não lutam por reformas. ? Unificação MAIS/NOS


A unificação MAIS/NOS: um pequeno-grande passo em frente

Valerio Arcary

Águas passadas não movem moinhos.

Errando é que se aprende.

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.

Sabedoria popular brasileira



A organização que nascerá neste fim de semana da fusão do MAIS e da NOS será um pequeno-grande passo em frente na reorganização da esquerda revolucionária no Brasil. Pequeno e grande ao mesmo tempo, porque tudo é relativo. Devemos ser simples. A auto-proclamação é, possivelmente, um dos arcaísmos mais irritantes da esquerda brasileira. Tem uma história.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Žižek: Escolhas na era do terror

"É preciso mobilizar o maior e mais amplo público internacional possível a fim de criminalizar diretamente qualquer falatório sobre o uso de dispositivos nucleares e outras armas de destruição em massa. Líderes e Estados que sequer considerem isso devem ser tratados como párias, como monstros obscenos sub-humanos."

Slavoj Žižek.

Desde sua estreia em Berlin em 2015, a peça Terror, de Ferdinand von Schirach vem se tornando o mais novo hit global, com centenas de montagens em todo o mundo e provocando uma interminável enxurrada de debates éticos na mídia de massas. Trata-se de um drama jurídico que narra o julgamento contra um piloto de caça alemão que derrubou um avião da Lufthansa que havia sido sequestrado por um terrorista. O avião se deslocava rumo a um estádio lotado com 70.000 pessoas (que assistiam a uma partida entre Alemanha e Inglaterra) e a decisão pragmática do piloto de caça, Lars Koch, foi a de quebrar a lei constitucional e terminar com a vida das 164 pessoas a bordo do avião sequestrado, a fim de evitar que o terrorista matasse um número muito maior de pessoas se tivesse chegado ao estádio. No final da peça, a plateia deve votar: culpado ou inocente? Cada espectador recebe um pequeno apetrecho com dois botões – 1 (culpado) ou 2 (inocente) – e os espectadores proferem seu veredito… Como era de se esperar, a maioria (ao menos nos teatros ocidentais) proclama a inocência de Koch.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Mais Democracia

 Rubens Pinto Lyra (*)

O chofer de taxi me explicou por que iria votar em Bolsonaro. Quis retorquir, esboçando a defesa da democracia. Mas, irredutível, ele desfiou suas razões, perguntando-me se valia a pena sustentar um regime que nos conduziu ao atoleiro em que nos encontramos. 

 A confusão que estabelece o nosso valoroso taxista entre democracia de baixa intensidade e democracia tout court não ocorre apenas entre os que têm uma percepção limitada da política. Mesmo os mais letrados também confundem as bolas. Não percebem que, onde enxergam democracia, o que existe é precisamente a sua negação. 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Mais trabalho, menos direitos; o Brasil rumo à precarização total


BRASIL, RUMO À PRECARIZAÇÃO TOTAL: MAIS TRABALHO, MENOS DIREITOS

O que é "mais-valia"? Uma análise do impacto que a reforma trabalhista provocará no mercado de trabalho nos permite entender esse conceito de uma forma prática.

Claudio R. Duarte

O precariado permanente

O que está por trás dos projetos de reforma trabalhista e previdenciária é nitidamente a tentativa de redução do custo de reprodução da força de trabalho no Brasil visando ao aumento das taxas de lucros dos empresários. Business as usual: um retorno ao padrão de superconcentração de renda do capitalismo predatório brasileiro que sempre tivemos.

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