Mostrando postagens com marcador burguesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador burguesia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de julho de 2018

O fim da coabitação da “burguesia interna” com os trabalhadores assalariados e os pobres

A Burguesia da Miséria

Jaldes Meneses

Quanto mal-gosto estético, quanta boçalidade, quanta ignorância, quanta decadência!

Os jornais de hoje narram os lances de um encontro ontem na CNI (Confederação Nacional da Indústria, conhecido lobbie de empresários falidos ou um terreiro de remanescentes de Brás Cubas) com vários presidenciáveis. Compareceram Ciro, Bolsonaro, Alckmin, Meirelles e Marina. A soma de todos os pré-candidatos presentes não iguala os índices de popularidade de Lula, o “não-convidado" ao encontro, nas pesquisas de opinião.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

O juízo de Vargas


Em termos internacionais, sociedades mais desiguais e violentas são o verdadeiro legado do atual ciclo de reformas trabalhistas. Trata-se de uma combinação socialmente explosiva que corrobora, finalmente, o juízo não muito lisonjeiro de Getúlio Vargas a respeito da burguesia brasileira.


Getúlio Vargas, fotografado por Jean Manzon na década de 1940.

Por Ruy Braga.

História conhecida, em 1935, após escutar em uma reunião organizada por Assis Chateaubriand reclamações de empresários de diferentes setores econômicos a propósito da fiscalização das leis trabalhistas que seriam unificadas em 1943, Getúlio Vargas, já de saída no carro, teria feito o seguinte comentário para seu ajudante: “Burgueses burros! Estou tentando salvá-los e eles não entenderam”.


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Traidores

Luis Fernando Veríssimo

– Immanuel Wallerstein, um dos bons pensadores da esquerda americana, escreveu sobre a distância entre o conceito e a realidade do papel da burguesia na história do capitalismo.

Segundo Wallerstein, a “traição da burguesia”, quando não cumpre o papel que lhe é atribuído no que chama de mito dominante do marxismo clássico, não é uma anomalia, mas uma constante.

A realidade que desmente o conceito é que a burguesia só fez o que tinha que fazer num determinado período histórico, quando acabou com o feudalismo, e que principalmente a partir do século XIX não faz outra coisa senão frustrar os que esperavam que ela terminasse o serviço, eliminando qualquer ideia de separação entre servos e senhores hereditários.

sábado, 2 de setembro de 2017

A burguesia brasileira e o golpe do Impeachment

Jaldes Meneses

Na bela síntese “A burguesia brasileira” o historiador Jacob Gorender (112-13) constata que os estudos sobre a burguesia brasileira oscilaram entre dois extremos: aqueles, influenciados pelas teses dominantes na Internacional Comunista, apostaram na possibilidade de existência de uma burguesia nacional que poderia ser interpelada numa aliança nacional-popular de longo prazo de natureza “antifeudal” e “antiimperialista”. No Brasil, o grande interprete desta vertente foi Nelson Werneck Sodré. Em outro diapasão, soi-disant se puserem autores que tenderam a anular qualquer papel autônomo à burguesia nascidas nos trópicos, a não a associação e a subordinação às burguesias dos países do centro, a exemplo de Fernando Henrique Cardoso, Luciano Martins e uma grande fauna de autores ligados à Quarta Internacional.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Burguesia sem credo

Jaldes Meneses

A burguesia brasileira é laica, sem credo, no sentido de desprovida de um projeto nacional. Pode-se dizer que se não tem projeto nacional, o credo da burguesia é o capital. A afirmação é correta, mas insuficiente, posto que o capital é uma relação social, sem dúvida objetiva, mas na qual a moral e a política são ausentes.

A burguesia americana, por exemplo, em contrafeita, possui um projeto nacional-imperial, neste caso inteiramente consorciado com as projeções de poder do Estado para o mundo. Porém, a nossa burguesia nasceu e vive no território brasileiro, é interna, e como qualquer agente social, tem interesses mundanos a preservar e conquistar.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Donald Trump e a farsa da globalização


No patético Brasil de hoje, as elites e a plutocracia medíocre que se assenhora da República pensam pequeno como sua estatura moral e mental, e sua hombridade. Porque grande é seu complexo de vira-lata

Mauro Santayana 

Donald Trump, novo presidente dos EUA. Nações poderosas seguirão se impondo e explorando as menores, grupo em que a elite brasileira - e a plutocracia agora no poder - insistem em permanecer

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Burguesia brasileira: Mas que burguesia?

Venceslau Pietro Pìetra, Piaimã
Juliano Giassi Goularti

Sem missão histórica nenhuma a cumprir, a aliança cordial entre a burguesia emergente na era Vargas e o velho patronato resultou no reforço do estatuto colonial e nessa condição de colônia de exploração na qual o Brasil é um grande negócio. Este é seu sentido e sua posição dentro da divisão internacional do trabalho

sexta-feira, 11 de março de 2016

Zaidan: O dilema patrimonialismo X republicanismo no Brasil


É rica e variada a ensaística brasileira que trata da herança portuguesa ligada ao Patrimonialismo. Nomes como Sérgio Buarque de Holanda, Raimundo Faoro, Simon Schwartz, Oliveira Viana, Nestor Duarte constituem uma galeria de estudiosos das instituições políticas brasileiras, com uma profunda ênfase no uso privado, familista dos bens públicos e sua distribuição aos parentes, contraparentes, cupinchas, apaniguados e que tais. Essa tradição analítica foi consideravelmente ampliada com os últimos ensaios de Francisco de Oliveira e o último livro de Faoro sobre o liberalismo no Brasil. Oliveira fala de uma burguesia de Estado, que só acumula capital através de uma relação simbiótica com o Estado e suas políticas de “socialização das perdas”. Burguesia cartorial, da corrupção e da sonegação fiscal; dos grandes e pequenos negócios com os agentes públicos. Empresas que criam fundações humanitárias para esconder a face podre dos desvio do dinheiro público através da participação em grandes obras públicas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A Burguesia Fede


Burguesia 


Compositor: Cazuza/George Israel/Ezequiel Neves
 

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O pobre com a cabeça de rico


O subdesenvolvimento social e cultura forma pessoas com ideologias contraditórias

O atual processo histórico brasileiro passa por um período de transição de uma visão conservadora ou reacionária de postura política para uma visão mais humanista.

A visão humanista se voltada a olhar para as camadas populares como sujeitos de direito, reconhecendo a necessidade de conceder oportunidades de cidadania.

Claro ainda é um movimento incipiente, muito ainda se precisa para reverter o quadro de abandono social dos menos favorecidos historicamente.

Ainda é notória aspectos da velha política conservadora, e o pior não é somente por parte daqueles que estão na camada alta ou média alta. Indivíduos de camadas populares ou classe média baixa, que lutam pela sobrevivência diariamente estão sendo escravos da ideologia da classe alta.

As desigualdades não são produzidas por diferenças individuais de talento, capacidade, inteligência e força de vontade.


Divisão Social do Trabalho e Ideologia Burguesa

Emídio Quaresma (*)

Há milhares de anos atrás aconteceu a divisão social do trabalho e os meios de produção se tornaram privados, como vemos atualmente no capitalismo. A exploração do homem pelo homem se iniciou aproximadamente oito mil anos atrás; foi quando surgiu a classe dominante propriamente dita, que detinha e acumulava os bens necessários à vida, enquanto à classe dominada só restava a força de trabalho e esta passou a vendida ou trocada por suprimentos, como alimentos, roupas etc. Foi só no século XIV que a burguesia apareceu enquanto classe social e o capitalismo passou por três fases: capitalismo comercial ou mercantilista, capitalismo industrial e o capitalismo financeiro ou bancário. Na Revolução Francesa foi criado o Estado burguês, com sua democracia e o instituto das eleições burguesa, adotado até nossos dias.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A reinvenção da política


Silvio Caccia Bava

Durante a redação da Constituinte norte-americana de 1787, James Madison, um de seus principais elaboradores e, posteriormente, presidente dos Estados Unidos, defendia a democracia junto a seus pares porque ela era a melhor maneira de defender os ricos e suas propriedades da pressão redistributiva dos pobres.

O pensamento liberal que inspirava James Madison considerava que os únicos que podiam assumir funções políticas - no Parlamento, no Executivo e no Judiciário - eram os proprietários. Era a afirmação da burguesia no poder.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...