terça-feira, 2 de maio de 2017

A faraônica aposentadoria brasileira

Luiz Zanin

Este 1º de maio deve ser marcado pelas lutas contra a reforma da Previdência. Não tenho qualquer qualificação para discutir se é o INSS mesmo que sangra o Tesouro, a ponto de ter gente afirmando que, se não for feita a tal reforma, o país não terá futuro.

Bem, deve ser de outro país que estão falando. No país em que eu cresci e vivo, a realidade é outra.

O que o 1º de Maio ensina à nova cultura política

No final do século XIX, nos Estados Unidos, anarquistas, sindicatos embrionários e jornalistas contra-hegemônicos lutaram pela jornada de 8 horas. Os líderes foram enforcados, mas a vitória repercute ainda hoje — e diz algo sobre as lutas futuras

“Se acreditam que nos enforcando podem conter o movimento operário, esse movimento constante em que se agitam milhões de homens que vivem na miséria, os escravos do salário; se esperam salvar-se e acreditam que o conseguirão, enforquem-nos! Então estarão sobre um vulcão, e daqui e de lá, e de baixo e ao lado, de todas as partes surgirá a revolução. É um fogo subterrâneo que mina tudo”. (Augusto Spies, 31 anos, diretor do jornal “Diário dos Trabalhadores”)

A Greve Geral tem presos políticos

Um ato de convocação da greve como aquele de que participaram Juraci, Luciano e Ricardo. 

Crime?

Jagunços massacram indígenas no MA. Polícia assiste

Ataque ocorreu no domingo, quando terminava protesto. Vários índios baleados e esfaqueados: dois tiveram mãos decepadas. PMs omitiram-se. Parlamentar ligado aos Sarney envolvido

Outras Palavras

Os que apodrecem

Índio é nós 

As flechas empunhadas pelos indígenas que ocuparam Brasília na semana passada podem indicar. É contra os mais vulneráveis, os que ninguém liga, os grandes outros do Brasil que as mãos corrompidas avançam sem a necessidade de disfarçar sequer no discurso. É desta aldeia chamada Funai que vem se arrancando peça por peça e talvez em breve o dia amanheça e já não existam sequer cadeiras. É ali que o pior de ontem é melhor do que o pior de hoje. E no amanhã a frase “nenhum direito a menos” pode deixar de fazer qualquer sentido porque já se foram todos. É com os índios que acontece primeiro. Desde 1500, como se sabe. Mas, não custa lembrar: “Índio é nós”.
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El País

segunda-feira, 1 de maio de 2017

A solidariedade de classe na origem da Previdência Social

Sérgio Domingues

Quando a industrialização começou, os trabalhadores não contavam com um mínimo de proteção legal. A jornada de trabalho era determinada pelo patrão. Salário mínimo, indenização por demissão, aposentadoria, seguro acidente de trabalho, nem pensar.
Se alguém fosse demitido e não arranjasse logo outra ocupação, sarjeta. Se um acidente impedisse o trabalho por semanas, mendicância.

Aliança mídia e justiça: nada que preste para a democracia


 Jaldes Menezes

São três os processos, paralelos combinados, após o golpe do impeacheament de Dilma: 1) as "reformas" do Temer (previdência, trabalhista, etc.); 2) as eleições de 2018; 3) a operação lava jato. Quem dita a pauta (deitou e rolou antes do Impeacheament), o tempo e o ritmo, quem concentra mais recursos de força e condições de direção política, é o consórcio de poder mídia-judiciário-MPF.

O problema da Lava Jato

O grande problema da Lava Jato é que eles se subordinaram aos meios de comunicação para poder obter sucesso no que eles estão fazendo.

Então, eles estão reféns dos meios de comunicação.

Lula da Silva

Urrar e votar bem


Governistas estão com medo,diz Janine

"Devemos dar um basta, até para garantir as eleições de 2018. Porque há o risco de que os governistas, vendo que as perderão, as impeçam ou tomem medidas para não significarem nada", afirmou Renato Janite Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo (USP). "E é dia não só de não trabalhar, mas de não comprar. Parar mesmo o País. Não é fácil, mas dá para ver que os governistas estão com medo. Assim devem ficar"

A Greve Geral e o discurso único


Vendida por alguns meios de comunicação como parcial e totalmente dependente da paralisação do transporte público, a greve geral conseguiu paralisar a maior parte das cidades brasileiras na última sexta-feira.


Não faltaram - como costumeiramente - a violência, muitas vezes iniciada pela própria policia, e a infiltração de vândalos convenientemente vestidos de vermelho, cujo papel, todos sabemos - com a destruição gratuita de patrimônio público e privado e o incêndio de ônibus - é jogar a opinião da população que está em casa, assistindo aos telejornais, contra aqueles que ousam se levantar contra o status-quo, o sistema e o discurso dominante.

Jornalismo de Guerra

Jaldes Meneses

Fui conduzido, ontem à tarde, após a leitura de excelente texto de Igor Felippe, publicado no Jornal GGN, ao seguinte insight, repleto de conclusões políticas, teóricas e estratégicas: a grande mídia brasileira - especialmente a maior de todas, o conglomerado da Rede Globo - pratica, no Brasil de hoje, um jornalismo de guerra. Por consequência, o jornalismo de guerra resulta numa espécie de militarização da imprensa.

Governo faz força para implementar reformas


Reforma trabalhista é uma ofensa


1º de Maio, Dia do Trabalhador


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