Paulo Muzell
O filme é de 1971 e fez enorme sucesso. Clint Eastwood, hoje um dos melhores diretores do cinema americano, é um detetive durão que, irritado com a soltura de um suspeito por falta de provas, inicia uma obsessiva perseguição no velho estilo Bolsonaro: “bandido bom é bandido morto”. Dirty Harry, o herói truculento, considera as provas secundárias, o importante é a convicção: confia no seu faro, no seu instinto justiceiro. A violência extrema é a sua marca, não respeita regras. Usa e abusa do seu poderoso e fumegante Smith & Wesson Magnum 44, um verdadeiro “canhão”.
