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quinta-feira, 3 de maio de 2018

O tamanho da tragédia

Janio de Freitas

As ocupações no centro de São Paulo são frutos ácidos da tragédia social e de descaso governamental

Por um instante, estamos de volta a palavras e expressões como "tragédia", "descaso do poder público" e "problema de moradia" colhidas na fogueira de uma ocupação no centro de São Paulo. São verdades, mas pequenas verdades. A tragédia e o descaso são monstruosamente maiores.

Prédio desaba durante incêndio no centro de SP

domingo, 31 de dezembro de 2017

MTST: Unidade contra os retrocessos e em defesa da Democracia

Nota de fim de ano do MTST

O ano de 2017 marcou o aprofundamento do golpe no Brasil. Cortes de programas sociais, perdão de dívidas dos ruralistas, venda do Pré-Sal, isenção de impostos para petroleiras multinacionais, mudanças na legislação ambiental. Enfim, o cardápio de retrocessos de Temer foi variado.

O ponto mais grave foi a aprovação da Reforma Trabalhista, proposta que foi propagandeada como um mal necessário para recuperar a geração de empregos e mostrou suas consequências já no primeiro mês de aplicação: 12,3 mil vagas formais fechadas no Brasil.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Uma Nova Canudos em São Bernardo do Campo

ABC paulista : 230 mil famílias não têm moradias
A ocupação do MTST se tornou um experimento social. Ali a organização vai além da questão da moradia. O crescimento tem a ver com acolhimento, solidariedade e organização social coletiva. Só Canudos atualizada em termos modernos ajuda a explicar sua força e dinamismo, escreve Luís Fernando Vitagliano, cientista político, em artigo publicado por Brasil Debate, 27-10-2017.

Eis o artigo.

Em 01 de setembro deste ano, cerca de quinhentas famílias organizadas em torno do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) ocuparam um terreno na zona metropolitana de São Bernardo do Campo. Em dois ou três dias eram mais de novecentas, depois 5 mil, e hoje, com dois meses de ocupação, somam mais de 8 mil famílias. O crescimento é exponencial e não se limita única e exclusivamente a sem tetos há muito esperando uma oportunidade de moradia. Gente que não consegue pagar aluguel, trabalhador muito pobre e sufocado pela recente crise, miseráveis da região e carências dos mais diversos tipos encontram muito mais do que uma lona erguida em torno de alguns pedaços de paus naquele lugar; encontram respeito e, principalmente, solidariedade.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Terra para morar e plantar; Paraíba nega


Pra rua. Prefeito de Caaporã quebra promessa e joga 400 famílias na rua


Polícia cumpre ordem de despejo contra 400 famílias sem teto em Caaporã

Cerca de 300 policiais militares, com cães, cavalaria, Rotan e uso de drones, tratores e caminhões estão despejando, desde as primeiras horas de hoje (18), 400 famílias sem teto acampadas desde o ano passado, num terreno público na entrada de Caaporã. Segundo o deputado estadual Frei Anastácio, que está tentando mediar o conflito, e a ordem de despejo é da Prefeitura de Caaporã. "O prefeito havia se comprometido a não despejar as famílias, mas voltou atrás e está contra as famílias", disse o deputado.


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