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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Para juristas, Judiciário não reage à altura diante de ameaças dos Bolsonaro


"Não me surpreendo. Não espero muito do Poder Judiciário", diz Bandeira de Mello. Para Fábio Konder Comparato, estado de coisas decorre do clima de repúdio criado contra a oposição, sobretudo ao PT

Eduardo Maretti, da RBA 

Para juristas, sociedade civilizada está em contraste com o que o candidato do PSL e seus aliados dizem

São Paulo – Para os juristas Celso Antônio Bandeira de Mello e Fábio Konder Comparato, o Judiciário brasileiro está demorando muito a reagir ou reagindo de maneira tímida diante da atual situação de ameaça aos opositores e à democracia, por parte do candidato Jair Bolsonaro (PSL). No fim de semana, repercutiu um vídeo no qual seu filho, Eduardo, declarou que “se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”.


domingo, 4 de setembro de 2016

Fim da CLT: bandeira ideológica do golpe

Osvaldo Bertolino

De uma perspectiva histórica, é possível perceber uma evolução que trouxe a relação entre capital e trabalho, engrenagem básica da sociedade capitalista, para um patamar menos truculento. Na Inglaterra do início do século XIX, que emergia como a grande potência econômica do planeta, os trabalhadores - incluindo crianças - eram acorrentados às máquinas e trabalhavam 14, 16 horas por dia. Embora de maneira não linear e com muitos refluxos, chegamos ao século XXI com muitos avanços. Devemos muito de tudo isso às ideias marxistas. A pressão da experiência socialista, enquanto durou, emprestou ao sistema capitalista uma lógica menos selvagem. O liberalismo, com sua postura de representar apenas os interesses de uma classe emergente - a burguesia -, foi substituído por projetos que pretendiam representar toda a sociedade. O impasse era simples: ou o capital balanceava melhor sua relação com o trabalho, ou este, embalado pelos ventos que sopravam de Moscou, implodiria o sistema.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Efeitos perversos da salvação do país


Juremir  Machado

A ideia era boa. Combater a corrupção. Eles se vestiram de verde e amarelo e foram às ruas. Eram homens e mulheres de meia idade com alguns anos de trabalho pela frente. Eram senhoras e senhores aposentados. Eram jovens preocupados com o futuro. A causa era tão urgente que, para tirar os corruptos do governo, aceitaram colocar no lugar deles gente de reputação duvidosa, mas que lhes parecia menos pior. Panelas bateram. Manifestações multiplicaram-se. Parques, antes reservados ao lazer das elites, viraram palcos de ação política.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

A hora da ira


Por Flávio Aguiar, de Berlim.

Ontem, atravessando a madruga em Berlim, devido ao fuso horário, assistindo ao deprimente espetáculo que a Câmara de Deputados proporcionou – não a mim – ao mundo inteiro, me assomou a lembrança de Castro Alves, no “Navio Negreiro – Tragédia no Mar”:

Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…
…
Meu Deus! Meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
…
Auri-verde pendão da minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as divinas promessas da esperança…
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis à lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!

terça-feira, 30 de junho de 2015

"Estamos a caminho de um verdadeiro fascismo", alerta Bandeira de Mello


Jurista critica força conservadora e diz que nunca se combateu corrupção como agora

Jornal do Brasil

Ninguém gosta de corrupção, destaca o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello. O escândalo criado com esta prática, contudo, travestida de novidade, é preocupante. Para Bandeira de Mello, estamos a caminho do verdadeiro fascismo, impulsionado pela chamada grande imprensa. Em conversa com o JB por telefone nesta segunda-feira (29), ele lembra que a corrupção nunca foi tão combatida neste país como agora, e que foi durante o governo de Fernando Henrique Cardoso que as estatais ganharam uma "autonomia sem sentido", como um "alô aos corruptos e corruptores". Em 1997, o governo editou a Lei n° 9.478/1997, que autorizou a Petrobras a se submeter ao regime de licitação simplificado.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Bandeirantes paulistas eram mestiços


Adelto Gonçalves, de Amparo

As mulheres índias e negras eram as companheiras dos primeiros colonizadores e bandeirantes

Para aqueles que ainda questionam a miscigenação que caracterizou a formação das elites brasileiras, inclusive os bandeirantes, a leitura do ensaio “Pérolas negras: mulheres livres de cor no Distrito Diamantino”, da historiadora Júnia Ferreira Furtado, é uma contribuição definitiva para afastar quaisquer dúvidas. É claro que a análise da historiadora refere-se a uma determinada região da capitania de Minas Gerais, mas é um microcosmo da América portuguesa.
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