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sexta-feira, 16 de março de 2018

Vladimir Safatle : O tempo das execuções


Quem matou Marielle Franco sabe que tem carta branca do poder para usar a violência sem temer as consequências
Nesta quarta-feira (14), o Brasil se deparou com o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL).

Militante dos direitos humanos, ativista negra e relatora da comissão da Câmara de Vereadores responsável pelo acompanhamento dos desmandos da intervenção militar, Marielle denunciara dias atrás execuções do 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, em Acari.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A lição de Angela Davis

Djamila Ribeiro

A esquerda, que tanto ovacionou a filósofa norte-americana, tem muito a aprender com ela e sua obra

"Tenho falado da liderança das mulheres negras, mas deveria estar me referindo à liderança feminista negra", afirmou Davis em seu discurso na UFBA

Angela Davis esteve no Brasil recentemente. Na Universidade Federal do Recôncavo Baiano, ministrou uma aula pública e um curso sobre feminismo negro decolonial. Em 25 de julho, Dia Latino-Americano e Caribenho da Mulher Negra, lotou a reitoria da Universidade Federal da Bahia para uma palestra emocionante. Organizado por instituições feministas negras de Salvador, a exemplo do Instituto Odara, o evento é simbólico para a luta antirracista e antimachista no País.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Mulheres, raça e classe


Angela Davis

Questões de gênero e de raça

Mulheres, raça e classe, de Angela Davis, é uma obra fundamental para se entender as nuances das opressões. Começar o livro tratando da escravidão e de seus efeitos, da forma pela qual a mulher negra foi desumanizada, nos dá a dimensão da impossibilidade de se pensar um projeto de nação que desconsidere a centralidade da questão racial, já que as sociedades escravocratas foram fundadas no racismo. Além disso, a autora mostra a necessidade da não hierarquização das opressões, ou seja, o quanto é preciso considerar a intersecção de raça, classe e gênero para possibilitar um novo modelo de sociedade.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

'Quando visto meu jaleco, me torno um sonho possível para as crianças da favela', diz estudante negra de Medicina

Luis Barrucho
Mirna Moreira, que mora em favela na zona norte do Rio de Janeiro, viralizou nas redes sociais

A carioca Mirna Moreira, de 22 anos, lembra-se da reação dos colegas no dia em que obteve nota máxima na disciplina de Anatomia, a mais temida por alunos recém-ingressados no curso de Medicina da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

"Eu e uma outra menina ─ branca ─ gabaritamos a prova dessa matéria. Ninguém se surpreendeu com o desempenho dela, mas comigo foi diferente. Algumas pessoas ficaram surpresas. Ouvi a frase 'Como assim você conseguiu?'", recorda.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Maioridade Penal: Infrator tem Mãe ?



Ricardo Targino



Quando falam em reduzir a maioridade penal no país, eu só consigo pensar nas mães negras do Brasil e no sofrimento delas que será ainda maior. Que falta fazem mais mulheres na política! 

Facebook

sábado, 24 de janeiro de 2015

Bandeirantes paulistas eram mestiços


Adelto Gonçalves, de Amparo

As mulheres índias e negras eram as companheiras dos primeiros colonizadores e bandeirantes

Para aqueles que ainda questionam a miscigenação que caracterizou a formação das elites brasileiras, inclusive os bandeirantes, a leitura do ensaio “Pérolas negras: mulheres livres de cor no Distrito Diamantino”, da historiadora Júnia Ferreira Furtado, é uma contribuição definitiva para afastar quaisquer dúvidas. É claro que a análise da historiadora refere-se a uma determinada região da capitania de Minas Gerais, mas é um microcosmo da América portuguesa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Penitenciária feminina, face oculta do genocídio


Pesquisa da advogada e militante da UNEafro, Enedina do Amparo Alves, mostra a história de quatro mulheres negras encarceradas. Muito mais que simples coincidências, elas são reflexo das diferenças sociais e raciais existentes no Brasil

José Francisco Neto,

O TRÁFICO de drogas, o vínculo com bairros pobres, a baixa escolaridade, a pele preta e uma família encarcerada. Esses são alguns dos fatores que compõem o perfil das mulheres presas no Brasil. As histórias de Maria, Josefa, Luzia e Dolores* são muito mais que simples coincidências, elas são reflexo das diferenças sociais e raciais existentes no país. Invisíveis aos olhos da sociedade de modo geral, essas mulheres tiveram suas trajetórias registradas pela advogada, pesquisadora e militante da UNEafro Brasil Enedina do Amparo Alves, em sua pesquisa de mestrado.
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