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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Uma frente anticapitalista, uma civilização ecossocialista

Michael Löwy defende que esquerda integre-se aos novos movimentos e lute por uma civilização além “da produção ao infinito de mercadorias inúteis”

Entrevista a Marco Álvarez, no site da Fundación Miguel Enríquez | Tradução: Cepat/IHU Online

Em em seu livro O marxismo na América Latina, você destaca três períodos na história do marxismo na região: um “período revolucionário”, dos anos 1920 a meados dos anos 1930, no qual se sobressaem a contribuição teórica de Mariátegui e a experiência de insurreição em El Salvador, em 1932; um “período stalinista”, iniciado em meados dos anos 1930 até 1959, marcado pela hegemonia soviética; e um terceiro que denomina “novo período revolucionário”, iniciado com o triunfo da revolução cubana. Continuando com essa classificação, como denominaria a etapa do marxismo na América Latina dos últimos 25 anos, e quais seriam suas principais características?

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Frugalidade, opção anticapitalista

Unisinos

Não acumular. Viver com o mínimo. Compartilhar — e estabelecer laços pessoais, ao fazê-lo. Mas rechaçar com vigor os que tentam impor a miséria.

A crônica é de Maria Bitarello, escritora, jornalista e tradutora, mestre em Literatura Brasileira e Portuguesa pela UCLA, publicada por Outras Palavras, 17-10-2017.

Eis a crônica.

Por quase 3 anos, morei em casal em uma quitinete de 24m2, no último andar de um predinho em Paris. Um cômodo, uma cozinha separada por uma parede, um banheiro. Na cozinha, uma placa elétrica de duas bocas, um pequeno forno também elétrico, um mini-frigobar, pia simples, pouco espaço pra utensílios e também pra comida. As compras eram feitas gradualmente e repostas à medida que eram comidas; não dava pra estocar nada.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A lição de Angela Davis

Djamila Ribeiro

A esquerda, que tanto ovacionou a filósofa norte-americana, tem muito a aprender com ela e sua obra

"Tenho falado da liderança das mulheres negras, mas deveria estar me referindo à liderança feminista negra", afirmou Davis em seu discurso na UFBA

Angela Davis esteve no Brasil recentemente. Na Universidade Federal do Recôncavo Baiano, ministrou uma aula pública e um curso sobre feminismo negro decolonial. Em 25 de julho, Dia Latino-Americano e Caribenho da Mulher Negra, lotou a reitoria da Universidade Federal da Bahia para uma palestra emocionante. Organizado por instituições feministas negras de Salvador, a exemplo do Instituto Odara, o evento é simbólico para a luta antirracista e antimachista no País.

sábado, 6 de maio de 2017

Não aja, pense! Slavoj Zizek contra o pseudo-ativismo

Slavoj Zizek é um dos maiores pensadores da contemporaneidade. Aqui, ele debate um pouco a questão das alternativas para o capitalismo atual e a onda de pseudo-ativismo pós-moderna.

Vinicius Siqueira; maio 5, 2014

Slavoj Zizek contra o pseudo-ativismo

Neste pequeno vídeo, o autor dá seu pitaco sobre o pseudo-ativismo alarmista atual. O capitalismo é aqui entendido mais como uma categoria ético-religiosa do que como uma categoria meramente política ou econômica. Para Zizek, “o capitalista ideal é alguém que está pronto para dar sua vida, arriscar tudo simplesmente para que a produção cresça, o lucro cresça e o capital circule. Sua felicidade está totalmente subordinada a isso”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Mulher: Por uma greve internacional militante no 8 de março





A ideia é mobilizar mulheres, incluindo mulheres trans, e todos os que as apoiam num dia internacional de luta – um dia de greves, marchas e bloqueios de estradas, pontes e praças; abstenção do trabalho doméstico, de cuidados e sexual; boicote e denuncia de políticos e empresas misóginas, greves em instituições educacionais.

Um conjunto de intelectuais e ativistas feministas sediadas nos EUA acaba de publicar um chamado para uma greve geral internacional das mulheres neste próximo 8 de março. O texto, assinado por Angela Davis e Nancy Fraser, entre outras, defende que as marchas das mulheres contra Trump, realizadas no último 21 de janeiro em diversas cidades, podem marcar o início de uma nova onda de luta feminista militante, mas propõe um urgente acerto de contas com o “feminismo empresarial” hegemônico e seus limites para construir em seu lugar “um feminismo para os 99%, um feminismo de base, anticapitalista; um feminismo solidário com as trabalhadoras, suas famílias e aliados em todo o mundo.” O primeiro passo neste processo seria a greve internacional convocada para este 8 de março.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A 74 anos de seu assassinato: Trotsky e seu tempo

Trotsky nasceu, viveu, lutou e foi assassinato em 21 de agosto, 74 anos atrás, em um mundo repleto de revoluções anticapitalistas e de libertação nacional.

Guillermo Ameyra

Trotsky nasceu, viveu, lutou e foi assassinato em 21 de agosto, 74 anos atrás, em um mundo repleto de revoluções anticapitalistas e de libertação nacional, porém marcado também por contrarrevoluções originadas pelo temor ao desenvolvimento impetuoso do movimento operário revolucionário que, à época, era internacionalista.
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