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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Idealismo e juventude: 50 anos da morte de Camilo Torres



Quem foi Camilo Torres?

Camilo Torres Restrepo foi padre, formou-se em sociologia pela Universidade Belga de Louvaina, fundou a primeira escola de sociologia da América Latina.
 
Também "promoveu diversos projetos voltados ao resgate dos setores mais marginalizados da sociedade colombiana, teorizando a necessidade urgente de uma mudança radical na própria organização do seu país. A iniciativa mais relevante foi a fundação da Frente Unida do Povo, um movimento que se opunha à "Grande Coalizão” de governo, formada pelos dois maiores partidos, Liberal e Conservador”.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Marxismo e religião: ópio do povo?


Michael Löwy*


A religião ainda é tal como Marx e Engels a entendiam no século XIX, um baluarte de reação, obscurantismo e conservadorismo? Brevemente, sim, é. Seu ponto de vista se aplica ainda a muitas instituições católicas (a Opus Dei é só o exemplo mais claro), ao uso fundamentalista corrente das principais confissões (cristã, judia, muçulmana), à maioria dos grupos evangélicos (e sua expressão na denominada “igreja eletrônica”), e à maioria das novas seitas religiosas, algumas das quais, como a notória Igreja do reverendo Moon, são nada mais que uma hábil combinação de manipulações financeiras, lavagem cerebral e anticomunismo fanático.

Entretanto, a emergência do cristianismo revolucionário e da teologia da libertação na América Latina (e em outras partes) abre um capítulo histórico e eleva novas e excitantes questões que não podem ser respondidas sem uma renovação da análise marxista da religião.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Ser cristão em tempos de contra-revolução



Eduardo Hoornaert


1. Entre revolução e contra-revolução.

Os bispos latino-americanos começam a se reunir regularmente (a partir dos anos 1960) num momento da história em que diversos processos revolucionários estão em curso, tanto na União Soviética como em Cuba e na China (revolução cultural). Fala-se em ‘crise do capitalismo’ e na formação de uma ‘aliança internacional socialista’. Além disso, há a revolta estudantil de maio 1968 na França. Desde João XXIII (1958-1963), os sinais revolucionários se multiplicam igualmente no seio da igreja católica: o Vaticano II (1960) e Medellín (1968) são os pontos altos. Mas já dá para sentir ventos contra-revolucionários. O ‘golpe de Sucre’ (dezembro 1972) iça ao poder a figura de Lopez Trujillo (1935-2008) que, na qualidade de secretário do Celam, emite os primeiros sinais ameaçadores.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Teologia da Enxada Quarenta Anos Depois


Eduardo Hoornaert.

A teologia da enxada foi elaborada em 1969, 43 anos atrás. Como, no ano 2012, celebramos a memória dos cinquenta anos do concílio Vaticano II e dos quarenta anos da teologia da libertação (o livro de Gustavo Gutiérrez é de 1972), vale a pena rememorar igualmente a teologia da enxada que, afinal, pertence ao mesmo universo de iniciativas e sonhos. A editora Vozes publicou em 1978 um pequeno livro, intitulado ‘Teologia da Enxada’, que apresenta os documentos originais dessa experiência. Nesta comunicação pretendo trabalhar basicamente sobre os dados contidos nesse livro. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

João Pessoa: Legado da Teologia da Libertação e contribuição de Comblin



Semana aborda legado da Teologia da Libertação e contribuições do padre e teólogo José Comblin


Natasha Pitts *

Começa amanhã (12) e vai até sexta-feira, a II Semana Teológica Padre José Comblin com o tema "O legado da Teologia da Libertação e a contribuição de José Comblin". O evento, gratuito e aberto ao público, vai acontecer na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, com a intenção de perpetuar as obras e a memória deste expoente da Teologia da Libertação, que morreu aos 88 anos no ano passado, e ficou conhecido como o ‘profeta da Igreja dos Pobres’. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Só é possível ser cristão sendo revolucionário


Declaração Final do Encontro Internacional sobre Espiritualidade Libertadora à luz da Teologia da Libertação

Adital

Nós, membros das associações Fundalatin, Ecuvives, Fedefam, Romero Vive, Cecoce (CEBs), unidos às delegações da Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Paraguai e Venezuela, e em solidariedade com todos os povos irmãos dos países da América e do mundo,DECLARAMOS:

1. Que, diante da mudança de época que atinge o continente latino-americano e caribenho, diante de tantos signos de integração sonhados por nossos próceres, como Simón Bolívar, San Martín, Artigas, Martí, Sandino, Hidalgo, Alfaro, sentimos a urgente necessidade de iluminar esses processos com uma espiritualidade libertadora inspirada na Teologia da Libertação. 

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