Eduardo Hoornaert
1. Entre revolução e contra-revolução.
Os bispos latino-americanos começam a se reunir regularmente (a partir dos anos 1960) num momento da história em que diversos processos revolucionários estão em curso, tanto na União Soviética como em Cuba e na China (revolução cultural). Fala-se em ‘crise do capitalismo’ e na formação de uma ‘aliança internacional socialista’. Além disso, há a revolta estudantil de maio 1968 na França. Desde João XXIII (1958-1963), os sinais revolucionários se multiplicam igualmente no seio da igreja católica: o Vaticano II (1960) e Medellín (1968) são os pontos altos. Mas já dá para sentir ventos contra-revolucionários. O ‘golpe de Sucre’ (dezembro 1972) iça ao poder a figura de Lopez Trujillo (1935-2008) que, na qualidade de secretário do Celam, emite os primeiros sinais ameaçadores.
Os bispos latino-americanos começam a se reunir regularmente (a partir dos anos 1960) num momento da história em que diversos processos revolucionários estão em curso, tanto na União Soviética como em Cuba e na China (revolução cultural). Fala-se em ‘crise do capitalismo’ e na formação de uma ‘aliança internacional socialista’. Além disso, há a revolta estudantil de maio 1968 na França. Desde João XXIII (1958-1963), os sinais revolucionários se multiplicam igualmente no seio da igreja católica: o Vaticano II (1960) e Medellín (1968) são os pontos altos. Mas já dá para sentir ventos contra-revolucionários. O ‘golpe de Sucre’ (dezembro 1972) iça ao poder a figura de Lopez Trujillo (1935-2008) que, na qualidade de secretário do Celam, emite os primeiros sinais ameaçadores.

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