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terça-feira, 17 de abril de 2018

Para onde vamos? Cinco teses sobre a conjuntura


Valério Arcary


Os eventos se sucedem em velocidade acelerada, mas o país caminha em marcha ré. O sistema político dominante parece desmoronar, mas somente para ceder lugar à edificação de algo mais rígido e sombrio. A instabilidade é tamanha que o amanhã desponta como imprevisível, mas as nuvens carregadas no horizonte são cinzas e os monstros saíram das catacumbas.

Em síntese, as forças reacionárias prevalecem num cenário de notável turbulência.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Mea culpa do financismo?


André Lara Rezende
Paulo Kliass

O ano começou com muita mesmice e algumas novidades. As trapalhadas, as denúncias de corrupção e os equívocos desastrosos do governo Temer seguem na mesma toada. Os massacres ocorridos nos presídios em vários Estados, ao longo de poucos de dias de 2017, chamam a atenção para o despreparo do governo federal em lidar com o tema e acendem a luz vermelha pelo futuro próximo. Mas eis que em sua primeira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por reduzir a Selic em 0,75%.

A publicação de um artigo inusitado de André Lara Rezende, porém, foi mais surpreendente do que essa terceira queda consecutiva da taxa de juros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Bateu um desespero na elite

Vinicius Torres Freire

Empresários, economistas e banqueiros desesperam-se com uma recessão pior do que imaginavam

Está um sururu na elite.

Empresários, economistas de proa e até banqueiros desesperam-se com uma recessão ainda pior do que imaginavam. As elites do Estado avacalham ou desmoralizam as instituições.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Nobel critica paradigmas da austeridade em países europeus

Elenora de Lucena 

A austeridade nunca funcionou. Reduzir deficit a qualquer custo não produz crescimento. Ao contrário, aprofunda a recessão, gera desigualdades e instabilidade política, criando terreno fértil para extremismo e xenofobia.

O fracasso dessa receita econômica ficou evidente há tempos. Usada pelo presidente norte-americano Herbert Hoover para enfrentar a crise de 1929, a fórmula transformou o crash numa Grande Depressão.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

“Os gastos sociais no Brasil ainda são acanhados”


Gabriel Brito


O governo em exercício de Michel Temer ainda tenta explicar seus planos para combater a recessão econômica e, em menos de um mês, parece com pouco fôlego pra levar adiante o pacote anunciado no momento de euforia. De toda forma, continuamos a testemunhar argumentações a respeito da inviabilidade das políticas sociais e seu financiamento público. Foi sobre esse “dilema” que conversamos com Ligia Bahia, médica e professora da UFRJ.


“A orientação está clara: é a de restrição, de racionamento de políticas sociais. Mas parece que os efeitos dos cortes não foram combinados com a base política do governo interino. Nesse ano de eleições, ficará difícil convencer candidatos a prefeituras e câmaras de que não vai ter recurso para a saúde, educação, segurança etc. Essa tensão já se explicitou”, observou.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Marcio Pochmann: O melhor é alterar o ajuste fiscal



A política de ajuste monetário e fiscal completou oito meses de duração sem ainda produzir resultados positivos, conforme inicialmente anunciados. Não apenas a inflação encontra-se acima da verificada no final de 2014, como a situação das contas públicas agravou-se.
 
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