Em novo artigo, Valerio Arcary diz que “a direção do PT tem o dever de encabeçar a luta contra Bolsonaro. Isso significa, neste momento, dar um passo em frente"
Por Valerio Arcary
As virtudes dos homens são semelhantes ao voo dos pássaros.
A ave que se habitua à paisagem rasteira perde o gosto pela altura.
Sabedoria popular indiana
Nada é tão poderoso neste mundo como uma ideia cujo momento chegou.
Sabedoria popular espanhola
A luta para tirar Bolsonaro do segundo turno das eleições de 2018 deve ser um dos eixos de todas as correntes da esquerda brasileira. Quem pensa que a luta contra Bolsonaro é somente uma luta eleitoral se engana. O combate contra os neofascistas não se reduz à arena eleitoral. A paralisação dos caminhoneiros deixou claro que a disputa contra a extrema-direita veio para ficar. Ela é uma batalha em todas as frentes.
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segunda-feira, 11 de junho de 2018
Não se deve terceirizar para Ciro Gomes a luta contra Bolsonaro
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Na hora da verdade juízes apenas cumprem ordens
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Massacres administrativos e o funcionário cumpridor de ordem.
O Julgamento, a banalidade do mal e o totalitarismo.
Arendt explica o caso Eichmann como um novo fenômeno no século XX. Para a autora, não se trata simplesmente de considerar que Eichmann era dantesco ou monstruoso, mas que, a exemplo de muitos indivíduos, banalizava o mal, agindo de forma indiferente mesmo ao praticar crimes hediondos. Eichmann, embora partícipe de crimes abomináveis, é visto por ela como um homem simples, banal e medíocre. Quando ela esteve pessoalmente no julgamento, ao observar o réu diretamente, sentiu-se incomodada ao perceber que ele foi mantido em uma cabine de vidro e que esta tinha como objetivo “protegê-lo dos judeus”, afinal, ele era acusado pela morte de milhões deles.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Moro, Eichman e a banalidade do mal
Roberto
Ponciano
O mais
assustador no que está acontecendo no Brasil não é uma questão apenas política,
e ver que em poucos meses, uma democracia que demorou 20 anos para ser
reconstruída pode se esfumar. Alain Badiou deixou claro em sua obra, que a
negligência, a omissão de quem tem o dever de atuar, dos intelectuais e
militantes políticos diante de um Evento é imperdoável. Não é simples omissão,
é cumplicidade, é criminoso.
O assustador
desta história é que o juiz Sérgio Moro não é um grande ator político, ao fim e
ao cabo Moro é um Zé Ninguém (na acepção inclusive reicheana da miséria
psíquica), um juiz de visão política turva, nenhuma envergadura intelectual,
com inteligência limitada e visão zero de sociedade.
sábado, 14 de janeiro de 2017
sábado, 3 de dezembro de 2016
quarta-feira, 29 de julho de 2015
O juiz e a banalidade do mal
"É a banalidade do mal que deixou de ser um simples conceito filosófico para ser o fundamento de um sistema. E o sistema de justiça criminal assim se manifesta, repleto de ações isoladas e “inocentes” que, somadas, produzem as mais graves violações de direitos humanos em solo brasileiro", alerta Haroldo Caetano da Silva, promotor de Justiça, mestre em Direito pela Universidade Federal de Goiás e doutorando em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense, em artigo publicado no blog Justificando, 20-07-2015.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
"Nós, o Brasil e a banalidade do mal"
Marcia Tiburi
Hannah Arendt
Hannah Arendt, filósofa que dá nome ao filme de Margarethe von Trotta, é autora de uma das obras filosóficas mais importantes do século 20. A diretora opta por retratar a filósofa como uma pessoa comum, a professora envolvida com seu trabalho acadêmico, suas aulas e pesquisas. Fixa o enredo do filme no período em que Hannah Arendt escreveu seu polêmico Eichmann em Jerusalém. Tenta mostrar o que se passava com a filósofa, o cenário que a motivou a escrever o livro cujo conteúdo foi tomado por muitos como um escândalo. O motivo era a análise desmistificatória de Adolf Eichmann, o carrasco nazista capturado na Argentina e julgado em Jerusalém em 1962. Esperava–se desse homem que fosse um monstro, um ser maligno, um louco, cruel e perverso. A percepção de Arendt acerca do caráter desse personagem histórico, de sua postura comum que o fazia igual à tanta gente, causou mal estar.
Hannah Arendt, filósofa que dá nome ao filme de Margarethe von Trotta, é autora de uma das obras filosóficas mais importantes do século 20. A diretora opta por retratar a filósofa como uma pessoa comum, a professora envolvida com seu trabalho acadêmico, suas aulas e pesquisas. Fixa o enredo do filme no período em que Hannah Arendt escreveu seu polêmico Eichmann em Jerusalém. Tenta mostrar o que se passava com a filósofa, o cenário que a motivou a escrever o livro cujo conteúdo foi tomado por muitos como um escândalo. O motivo era a análise desmistificatória de Adolf Eichmann, o carrasco nazista capturado na Argentina e julgado em Jerusalém em 1962. Esperava–se desse homem que fosse um monstro, um ser maligno, um louco, cruel e perverso. A percepção de Arendt acerca do caráter desse personagem histórico, de sua postura comum que o fazia igual à tanta gente, causou mal estar.
domingo, 21 de abril de 2013
Da inexistência do mal
Wladimir Safatle
Alguns acreditam que as discussões sobre filosofia moral poderiam comportar o uso de categorias como “bem” e “mal”. Para estes, perspectivas morais que não nos permitem distinguir de maneira segura “bem” e “mal” seriam simplesmente niilistas. Há de se perguntar, no entanto, se tais categorias são realmente necessárias.
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