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sábado, 12 de agosto de 2017

'Você compra remédio ou comida': as escolhas das famílias que vivem com um salário mínimo em SP

 Felipe Souza

Auxiliar de limpeza sustenta família com um salário mínimo em favela

Há certos meses em que Carlos e Odilene deixam de comprar sabonete. Moradores de uma ocupação, eles trocam o conforto da higiene por um pedaço de carne a mais no prato. Reginaldo e Rafaela não têm previsão para trocar o telhado quebrado do barraco em que vivem, na favela de Paraisópolis. Melhor aguentar as goteiras a deixar de alimentar seus três filhos. Renata enfrenta uma maratona diária: percorre quilômetros em busca de feiras e sacolões que vendam alimentos mais baratos para a produção de marmitex. É na diferença de centavos na batata ou no tomate que ela encontra o lucro para sustentar sozinha a família, composta por mais sete crianças, em um cortiço na região da cracolândia.

sábado, 13 de junho de 2015

Seguro morreu de velho, de medo ou de remédios


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Vivemos a entrega da vida aos faturadores da síndrome do medo de doenças?

José Carlos Peliano

Nossos pais e avós diziam a célebre frase “seguro morreu de velho” e com ela aprendemos aos poucos a nos cuidar aqui e ali para evitar imprevistos desagradáveis.

sábado, 12 de julho de 2014

Eu, o SUS, a Ironia e o Mau Gosto


“Pois é, o Brasil é o único país do mundo que distribui gratuitamente o tratamento que eu faço para Esclerose Múltipla. Atenção: o ÚNICO…”


Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Enxugando gelo na Saúde

Alguns pontos da portaria preocupam


Vera Luiza da Costa e Silva *

Uma portaria federal assinada no último dia 8 de abril liberou R$ 12 milhões para que até trinta mil unidades de saúde disponibilizem tratamento ao fumante oferecendo aconselhamento breve, abordagem comportamental, terapias de reposição da nicotina, antidepressivos e também treinamento.

Medidas de cessação são parte integral de um programa de controle do tabagismo bem delineado e prioridade para o Brasil no cumprimento da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da OMS. Aumentar a cobertura do tratamento é essencial, bem como estimular e treinar profissionais de saúde para desempenharem seu papel, rastreando o uso do tabaco e apoiando o processo de deixá-lo.

sábado, 1 de junho de 2013

Tratamentos e efeitos colaterais



Contardo Calligaris

Preferimos enxergar todos nossos mal-estares e fracassos como doenças, que um remédio pode curar.
1) No fim dos anos 60, pensávamos que, no fundo, o louco era um rebelde que sofria da repressão que lhe era imposta e das condições horrorosas da internação psiquiátrica.

Mas o que tornou possível o progressivo fechamento dos manicômios não foi esse entusiasmo; foi a chegada de medicações mais eficientes, pelas quais o louco não precisava ser enclausurado, porque podia ser, não digo curado, mas controlado.
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