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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Contexto institucional e cenários para 2018.


Rene Carvalho

A conjuntura política gira em torno das eleições de 2018, mas poucos se arriscariam a afirmar que elas serão democráticas. A dúvida, legítima, tem origem no contexto institucional e político em que se realizarão. Em termos micro: a reforma política aprovada no congresso reforçou a capacidade de reeleição dos atuais deputados: os recursos do fundo partidário e a propaganda gratuita vão se concentrar nas principais lideranças atuais e seus apanaiguados.

As “emendas parlamentares” liberadas pelo governo para compra de votos reforçarão a posição dos candidatos dos clãs municipais e regionais. Votar em projetos que são desaprovados por dois terços ou mais dos habitantes, apoiar um governo desmoralizado, não deixar um presidente reconhecidamente corrupto ser investigado podem não levar à rejeição do candidato: se ele se apresenta como apolítico, se a mídia não informa como votou e se puder se gabar de estar á origem de hospital, escola ou estrada inaugurada recentemente. Em resumo: infelizmente para o país, o próximo parlamento não será muito diferente do atual. Pouco representativo do que pensa a população. E eticamente desmoralizado.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Imobilismo político: Da incapacidade de unir pautas ao aumento da insegurança.

Entrevista especial com Talita Tibola

“O problema da desigualdade social (que é acompanhada pelo racismo) é a questão mais urgente no país, pois vai agravar qualquer outra problemática social. Nesse sentido me parece que estamos longe de ter avanços, pois cada vez mais se criam mais condições para que ela se perpetue”, adverte a psicóloga.

Apesar de uma multiplicidade de pautas estarem presentes nas discussões da sociedade brasileira, como a situação da educação, do desmonte do SUS e da violência nas favelas e contra as mulheres, existe uma “dificuldade” de “criar pautas que sejam transversais, apesar de a maioria dessas questões estarem relacionadas a uma precarização do Estado”, diz Talita Tibola.

Na avaliação dela, a pauta da corrupção, “se não fosse colocada simplesmente de maneira moral, e de certo modo rechaçada pela esquerda, poderia ser uma pauta agregadora, pois ela pode produzir de certa forma essa transversalidade, explicitando a má gestão e a corrupção no Estado, explicitando como a desigualdade social aumenta de maneira estrutural”.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Precarização x consolidação?


 
Rene Carvalho
 
Opinar a partir de leituras da imprensa e mídia alternativa sem fontes diretas de informação pode levar a erros. Mas para muitos de nós não há alternativas, vou correr o risco. O que mais me chamou a atenção na leitura dos jornais hoje foi a proposta de uma das lideranças do governo provisório em palestra junto a empresários.

Precarização do trabalho em troca da consolidação da gestão Temer. Tipo: se as investigações sobre corrupção forem enquadradas teremos melhores condições para votar na Câmara a pauta do empresariado.


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