Wilson Roberto Vieira Ferreira
Desde “A Noite dos Mortos Vivos” (1968), filmes sobre pragas zumbis e contaminações virais se consolidaram como um subgênero do terror com uma característica recorrente: o foco narrativo sempre está nos sobreviventes ou cientistas que tentam salvar o mundo através da racionalidade ou da coragem. “O Sinal” (The Signal, 2007) subverte esse cânone do terror: o que aconteceria se um filme se concentrasse no ponto de vista dos zumbis? Como eles veem a si mesmos? Para eles quais seriam as fronteiras entre normalidade e loucura? O resultado é um filme sem heróis: apenas pessoas normais que não possuem a menor consciência de que foram contaminados por um misterioso sinal transmitido pela TV e dispositivos de áudio como CD players e de comunicação como telefones e rádios. “O Sinal” apaga a fronteira entre a normalidade e a loucura. Mas não espere zumbis canibais se arrastando pelas ruas – apenas pessoas aparentemente normais e até com intenções altruístas. Mas de repente podem matar impiedosamente aqueles que supostamente estejam no caminho da sua felicidade. Outro filme sugerido pelo nosso implacável leitor Felipe Resende.
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segunda-feira, 30 de outubro de 2017
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Losurdo: A Revolução Russa e o revisionismo histórico
"Para a ideologia dominante de hoje, a dominação colonial e o banho de sangue da guerra mundial são sinônimos de normalidade, ou mesmo de sanidade psicológica, enquanto que a Revolução de Outubro – oposta a tudo isso – representa uma epidemia, a disseminação da loucura."
Por Domenico Losurdo.
“Duas epidemias assolaram o mundo em 1918. Uma foi a influenza espanhola […] A outra epidemia foi o bolchevismo, que por determinado período pareceu quase tão contagioso quanto e no final das contas se provou tão letal quanto a influenza.”
(Niall Ferguson, The War of the World, pp. 115-5).
Por Domenico Losurdo.
“Duas epidemias assolaram o mundo em 1918. Uma foi a influenza espanhola […] A outra epidemia foi o bolchevismo, que por determinado período pareceu quase tão contagioso quanto e no final das contas se provou tão letal quanto a influenza.”
(Niall Ferguson, The War of the World, pp. 115-5).
sábado, 29 de abril de 2017
#GreveGeral é perturbação da normalidade
Luis Felipe Miguel
Serviços parados, ruas e estradas bloqueadas: a #GreveGeral é apresentada na mídia como uma perturbação da normalidade.
E é isso mesmo que ela é. Uma perturbação que visa também nos fazer refletir: que normalidade é essa?
Devemos sempre reproduzi-la?
Serviços parados, ruas e estradas bloqueadas: a #GreveGeral é apresentada na mídia como uma perturbação da normalidade.
E é isso mesmo que ela é. Uma perturbação que visa também nos fazer refletir: que normalidade é essa?
Devemos sempre reproduzi-la?
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Camille Claudel: a quem serve a normalidade?
Por Daniela Lima. “Não há civilização sem loucura […] ela acompanha a humanidade por todo lugar que haja imposição de limites”.
– Michel Foucault
Eles surgiram de botas e capacetes. A porta arrombada. A matilha em peso a agarrou pela garganta. Golpeada, jogada no chão. Ela não diz uma palavra. […] Lá fora a ambulância espera. 10 de março de 1913. Os dois cavalos relincham sob o chicote. (DELBBÉ, 1988, p. 366-7)
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