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terça-feira, 17 de julho de 2018

Agenda: violência, corrupção e crime ou solidariedade e cooperação


As Parcas: tenho medo 
Os sentimentos comandam a sociedade

Por Silvio Caccia Bava, no jornal Le Monde Diplomatique-Brasil:

Explorando medo e descontentamento, as elites criam uma agenda cujo centro da discussão é a violência, a corrupção e o crime. Essa agenda tem um duplo sentido. Ela cria uma percepção de que estamos todos ameaçados, é intimidatória, dissemina o medo. E tem uma função estratégica, de definir os temas do debate público. Não se fala de enfrentar a desigualdade, reduzir os juros bancários, cobrar impostos dos ricos. Se fala da luta da policia contra os bandidos.

sábado, 13 de maio de 2017

Os “Intelectuais” Homologados

Fran Alavina

Não é de hoje que os intelectuais passaram a exercer uma função midiática para além das antigas aparições públicas, nas quais a fala do acadêmico se apresentava como um diferenciador no âmbito do debate público. Entre a tagarelice das opiniões de pouca solidez, porém repetidas como se certezas fossem, a figura do conhecedor, do estudioso, ou mesmo do especialista surgia como um tipo de freio às vulgarizações e distorções do cotidiano. Não que isso representasse uma alta consideração e respeito da mídia hegemônica em relação ao conhecimento acadêmico, uma vez que a fala do intelectual ao se inserir em um debate cujas regras lhes são alheias facilitava a distorção de suas falas, todavia mantinha-se a diferença explícita entre o conhecimento e a simples informação.

domingo, 27 de março de 2016

Agenda de Março-Abril Frente Brasil Popular Paraíba

(João Pessoa, Campina Grande, Patos e Cajazeiras)
- Em 2ª atualização -

28 – “O Estado Democrático de Direito e sua Importância para Garantia dos Direitos Civis, Humanos e Fundamentais,” Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Estado, Plenário José Mariz, as 11hs;
28 -Mesa Redonda – Crise Política e o Estado de Exceção no Brasil, Rogerio Medeiros, José Artigas, Emerson Ramos, ás 14h, Auditório do CCJ – UFPB;
28 - 1a Plenária do Comitê Unificado (UEPB) em defesa da democracia, às 15h no hall da CIA, Campina Grande;
28 -Reunião dos artistas contra o Golpe, em preparação ao dia 31 de março. Ás 19h Sinteel
28 – Plenária Contra o Golpe e pela Democracia, ás 18h, administração UEPB, Frente Brasil Popular Campina Grande;
28 - Mesa de Debate: Ditadura Nunca Mais -Ana Patrícia Sampaio de Almeida, Elisabeth Christina Lima Eronides Câmara de Araújo, Luciano Queiroz, Vanderlan Silva, no Centro de Extensão José Farias da Nóbrega UFCG, ás 18:30h Campina Grande;

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Levar a sério a ideologia: construir o “senso comum”, conquistar a hegemonia cultural


A revanche de Gramsci. As derrotas da esquerda e batalha cultural

De acordo com o cientista político Gaël Brustier – pesquisador em ciências políticas, membro do Observatório das Radicalidades Políticas da Fundação Jean-Jaurès (próximo ao PS) e acaba de publicar À demain Gramsci, pela Cerf –, as derrotas da esquerda se explicam pela recusa de aceitar travar a batalha cultural.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Zaidan: Hegemonia, Corporativismo e Centralismo Orgânico




Michel Zaidan Filho

Foi solicitado, na última aula, que se fizesse uma explanação sobre os conceitos da politologia gramsciana de "Hegemonia", "corporativismo" e eu acrescentei "centralismo orgânico".
 

l. Hegemonia Essa é uma palavra grega, oriunda da terminologia militar ou dos estudos estratégicos. Significa "controle", "Domínio", "supremacia" ou "direção". Originalmente vem da Confederação de Delos, liderada pela cidade-estado de Atenas. A cidade grega que detinha a hegemonia na Confederação de Delos. Era a líder daquela confederação.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Emicida: não é porque a gente tá sonhando que a gente tá dormindo.



O discurso político de Emicida na Virada Cultural

“Aos bunda mole, um aviso: não é por que a gente tá sonhando que a gente tá dormindo”, afirmou o rapper em um discurso que abordou a violência contra a mulher e a violência policial, o racismo, a redução da maioridade penal e a greve dos professores em São Paulo; assista na íntegra

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A comunicação na batalha das ideias


Dênis de Moraes - Abril 2009

A comunicação jamais esteve tão fortemente entranhada na batalha das ideias pela direção moral, cultural e política da sociedade. Reconhecendo o caráter estratégico da produção simbólica nas disputas pelo poder, compartilho da ideia de Jean-Paul Sartre (1994: 23) de que a mídia desempenha os papéis de “servidores da hegemonia e guardiães da tradição”. Ocupa posição proeminente no âmbito das relações sociais, visto que fixa os contornos ideológicos da ordem hegemônica, elevando o mercado a instância máxima de representação de interesses.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Não dêem dinheiro aos Pobres! Turismo de Experiência e a Nova Desordem Urbana



Ivana Bentes

Os pobres são os novos índios? Uma humanidade singular que dispara fantasias de autenticidade, exotismo, ameaças, produz engajamento e piedade, as favelas produzem fabulações muito diversas e podem ser vistas como uma espécie de museu do capitalismo fordista e laboratório do capitalismo cognitivo, onde o que se negocia são imagens, afetos, relações.


O discurso midiático em curso, do medo difuso e demanda de repressão em relação aos territórios da pobreza (a instalação de um Estado de Exceção pré e pós UPPs), se mistura e se embaralha com as diferentes formas de consumir a pobreza, ligadas ao circuito do turismo e das trocas culturais.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Tanta terra para tão pouco fazendeiro


Vou falar brevemente sobre dois dos pontos que vocês me propuseram: a mídia e a terra. Bom, a mídia é um conjunto de empresas de comunicação que existe para formar uma opinião pública acerca das coisas. O mais poderoso desses veículos é a televisão que chega a 97% dos lares brasileiros, conforme dados de pesquisa do Ministério das Comunicações. Como somos uma nação onde o analfabetismo é grande, a maioria se informa pelo ouvido. E a TV é fundamental. Muitos dizem que o poder de persuasão da TV não é tão grande assim, que as pessoas não são folhas de papel em branco e tal. Bom, isso é em parte verdade, as pessoas não são folhas em branco, mas a TV é poderosíssima sim. É ela que forma a opinião da gente sobre quase tudo.
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