Secretaria de Segurança Pública confirmou mortes; informações iniciais falaram em dez vítimas fatais
Lilian Campelo
Local do massacre dificulta acesso: são 18 quilômetros por terra e 15 minutos de barco / Divulgação Secretária de Segurança do MT
A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) confirmou, nesta sexta-feira (21), a morte de oito moradores do assentamento Taquaruçu do Norte, localizado próximo ao Distrito de Guariba, em Colniza, no Mato Grosso, distante 1.065 quilômetros da capital Cuiabá. As informações foram enviadas à Sesp por um grupo composto por policias militares e civis que se deslocaram até o local onde ocorreu o massacre.
sábado, 22 de abril de 2017
É visível o silêncio das ruas em relação a Lava Jato, diz cientista político
João Fellet
Para professor da PUC-RJ, as ruas estão em silêncio e o atual momento do país tem como protagonistas a mídia e o judiciário
Professor de Ciência Política da PUC-RJ, Luiz Werneck Vianna avalia que as delações da Odebrecht têm tido repercussão muito maior na imprensa do que nas casas dos brasileiros.
"É visível o silêncio das ruas em relação a tudo isso", afirma Vianna, que já lecionou na Unicamp e na Universidade Federal de Juiz de Fora e é autor de livros como A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (2002) .
Para ele, a abertura de investigações contra dezenas de líderes partidários citados pela empreiteira abre espaço para outsiders na política, mas não deve provocar transformações tão radicais em Brasília.
Para professor da PUC-RJ, as ruas estão em silêncio e o atual momento do país tem como protagonistas a mídia e o judiciário
Professor de Ciência Política da PUC-RJ, Luiz Werneck Vianna avalia que as delações da Odebrecht têm tido repercussão muito maior na imprensa do que nas casas dos brasileiros.
"É visível o silêncio das ruas em relação a tudo isso", afirma Vianna, que já lecionou na Unicamp e na Universidade Federal de Juiz de Fora e é autor de livros como A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (2002) .
Para ele, a abertura de investigações contra dezenas de líderes partidários citados pela empreiteira abre espaço para outsiders na política, mas não deve provocar transformações tão radicais em Brasília.
A Sociedade Secreta da Odebrecht e a Globo
Carta do Advogado Cristiano Zanin ao Jornalista Merval Pereira
São Paulo, 21 de abril de 2017
Ao Merval Pereira; Colunista de O Globo; Membro do Conselho Editorial da Globo
Senhor jornalista:
Verdadeiro “segredo de Polichinelo”, título de sua coluna de hoje (Edição 21/04/2017), é a participação ampla, direta e ilegítima das Organizações Globo na perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o intuito de prejudicar ou inviabilizar sua atuação política. A aliança entre a Globo e os agentes públicos que integram a Lava-Jato - hoje alçados à condição de artistas de um filme estarrecedor, que viola os mais elementares direitos fundamentais do investigado – já foi mais discreta. Hoje, a Globo dita as acusações contra Lula e disponibiliza os seus veículos de comunicação para colocá-las em pé.
Ao Merval Pereira; Colunista de O Globo; Membro do Conselho Editorial da Globo
Senhor jornalista:
Verdadeiro “segredo de Polichinelo”, título de sua coluna de hoje (Edição 21/04/2017), é a participação ampla, direta e ilegítima das Organizações Globo na perseguição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o intuito de prejudicar ou inviabilizar sua atuação política. A aliança entre a Globo e os agentes públicos que integram a Lava-Jato - hoje alçados à condição de artistas de um filme estarrecedor, que viola os mais elementares direitos fundamentais do investigado – já foi mais discreta. Hoje, a Globo dita as acusações contra Lula e disponibiliza os seus veículos de comunicação para colocá-las em pé.
Algumas razões para não ir a Curitiba ao encontro de Lula
A oposição pode estar se equivocando com a ideia das pessoas irem para Curitiba no dia 3 de maio para se solidarizar com Lula.
Em primeiro lugar porque, quando começou-se a falar nas redes sociais e nos comentários dos portais de notícias, de partir para a capital paranaense para impedir, “na marra”, a prisão do ex-presidente, caso ela viesse a ser decretada no dia do depoimento, pelo estilo das intervenções e a própria hipótese, descabida, era evidente que essas mensagens estavam vindo do campo adversário para montar uma esparrela, uma arapuca - como se vê no "meme" acima - na qual qualquer pessoa de bom senso dificilmente acreditaria que se viesse a cair com a facilidade e rapidez com que isso ocorreu.
Em primeiro lugar porque, quando começou-se a falar nas redes sociais e nos comentários dos portais de notícias, de partir para a capital paranaense para impedir, “na marra”, a prisão do ex-presidente, caso ela viesse a ser decretada no dia do depoimento, pelo estilo das intervenções e a própria hipótese, descabida, era evidente que essas mensagens estavam vindo do campo adversário para montar uma esparrela, uma arapuca - como se vê no "meme" acima - na qual qualquer pessoa de bom senso dificilmente acreditaria que se viesse a cair com a facilidade e rapidez com que isso ocorreu.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
quinta-feira, 20 de abril de 2017
A mesquinhez de Moro é sua derrota moral
Fernando Brito
Em sua coluna, hoje, na Folha, Janio de Freitas gasta poucas linhas para traçar o perfil moral do juiz Sérgio Moro:
O juiz Sergio Moro ofereceu mais uma demonstração de como concebe o seu poder e o próprio Judiciário. Palavras suas, na exigência escrita de que Lula compareça às audiências das 87 testemunhas propostas por sua defesa:
“Já que este julgador terá que ouvir 87 testemunhas da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (…), fica consignado que será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências na quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua defesa, a fim de prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas”. É a vindita explicitada.
Em sua coluna, hoje, na Folha, Janio de Freitas gasta poucas linhas para traçar o perfil moral do juiz Sérgio Moro:
O juiz Sergio Moro ofereceu mais uma demonstração de como concebe o seu poder e o próprio Judiciário. Palavras suas, na exigência escrita de que Lula compareça às audiências das 87 testemunhas propostas por sua defesa:
“Já que este julgador terá que ouvir 87 testemunhas da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (…), fica consignado que será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências na quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua defesa, a fim de prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas”. É a vindita explicitada.
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