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sexta-feira, 28 de abril de 2017
Safatle: Povo Brasileiro decidiu mostrar que existe
Quando é hora de parar
Segundo pesquisa recente feita pela consultoria Ipsos, 92% das brasileiras e brasileiros acreditam que o país está no rumo errado. No entanto, para quem ocupa atualmente o poder, estas pessoas não contam, a opinião delas é irrelevante. Para eles, a maioria absoluta da população brasileira deve ser tratada como crianças que se recusam a tomar "um remédio amargo" que, no entanto, seria necessário. Isto fica ainda mais evidente quando somos obrigados a ouvir alguns "analistas" a dizer que o governo deveria aproveitar a oportunidade de sua alta taxa de rejeição e impopularidade e "fazer as reformas de que o Brasil tanto precisa".
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Palavras sempre geram atos. Já os atos antidemocráticos não geram democracia
Instinto de morte de Freud está presente na derrubada de Dilma
Mario Sergio conti
Além de deixar cartas e ensaios nos quais contou como a sua vida regrada o levou a uma obra subversiva, Freud foi muito bem biografado por Ernest Jones e Peter Gay. Já a psicanálise, com o passar dos anos, vem se retraindo na clínica e se dissipando na filosofia —dois movimentos que o teriam chateado bastante.
Há sentido, então, nesse tempo de depressão e de autoajuda, de retorno do religioso e de medicalização das almas, numa nova biografia do intelectual que disse que a religião é uma neurose obsessiva da humanidade?
Pois "Sigmund Freud", de Élisabeth Roudinesco (Zahar, 528 págs.), mostra que a sua obra e a sua vida ainda têm o que dizer ao presente. O livro pode dizer algo até ao Brasil da regressão iluminista, do golpe democrático desferido por pessoas racionais, interessadas apenas no bem público.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Ajuste fiscal e os riscos da regressão social
Denis Maracci Gimenez*
Entre 2004 e 2012, o Brasil retomou o caminho do crescimento econômico, interrompendo um período de mais de duas décadas de relativa estagnação econômica. Em um quadro externo favorável, foi possível crescer a um ritmo de 4,1% ao ano, em média. O País acumulou reservas, melhorou as condições do balanço de pagamentos, mesmo promovendo a desindustrialização com a permanente sobrevalorização cambial e praticando uma das maiores taxas de juros reais do mundo.
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