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terça-feira, 17 de abril de 2018

Mauro Santayana: O fascismo não perdoa nem os que, por burrice, oportunismo ou covardia, o atraem


Os que hoje se empenham em chocar o ovo da serpente – e abrem caminho para o triunfo do ódio, da violência e da hipocrisia – também serão potenciais vítimas.


Mauro Santayana

A cada vez que alguém divulgar uma notícia fake na internet sabendo que no fundo, intimamente, está mentindo miseravelmente e não passa de um canalha vil e desprezível…

A cada vez que cidadãos que dizem se preocupar com a Liberdade, a Nação, o Estado de Direito e a Democracia, assistirem passivamente à publicação de comentários econômicos, jurídicos e políticos mentirosos, e a outras calúnias e absurdos na internet, mansa e passivamente, sem resistir nem responder a eles…

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A elite persegue Lula, mas o sentido de Lula persegue a elite.


Fernando Brito

A elite brasileira – e incluo nela boa parte de seus ditos intelectuais que não aderem à ideia que compreender o mundo não se separa de transformá-lo – tem um fantasma que a assombra, a cada dia, a cada ato, a cada segundo: Lula.

Não pelo que Lula, o velho homem de 71 anos, é , em si. Mas porque, neste final de século 20, início do 21, passou a ser o signo de um significante que habitou sempre, à procura de formas, de um povo em formação, de uma Nação que não tem outro caminho, pelo seu tamanho e riqueza, senão o de construir-se como tal.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A nação das oligarquias

Marcus Ianoni

Em toda a história do Brasil, há um dilema, nos períodos autoritários e democráticos: de um lado estão o Estado (a política) e a economia e, de outro, a desigualdade social, ou seja, a sociedade. Somos uma nação não solidária, mal-imaginada, em que as oligarquias têm aversão ao povo

Em minha fala na mesa com o tema “Uma nação capaz de promover o desenvolvimento?”, no recém-realizado 14º Fórum de Economia, promovido pela FGV-SP, argumentei que, na história nacional brasileira, há uma forte e recorrente tendência estrutural de divórcio entre, por um lado, os sistemas político e econômico e, por outro, o sistema social, ou seja, de desencontro entre o senhor, o bloco Estado-economia, e o súdito, a sociedade. Essa separação coloca, de um lado, as oligarquias associadas ao grande capital, de outro, o povo, o demos. Devido a isso, em quase dois séculos de história do Brasil independente, nosso regime democrático, quando existe, é, frequentemente, mais refreado pela forma ruim do regime dos poucos, a oligarquia, que impulsionado no sentido da forma boa do regime dos muitos, para usar os termos da análise política de Aristóteles.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Projeto Brasil Nação

O Conversa Afiada reproduz a íntegra do Manifesto do Projeto Brasil Nação, iniciativa do professor Luiz Carlos Bresser Pereira, que mostra "uma alternativa viável e responsável para o Brasil".

O Brasil vive uma crise sem precedentes. O desemprego atinge níveis assustadores. Endividadas, empresas cortam investimentos e vagas. A indústria definha, esmagada pelos juros reais mais altos do mundo e pelo câmbio sobreapreciado. Patrimônios construídos ao longo de décadas são desnacionalizados.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A vocação suicida da elite.

Fernando Brito 

A natureza colonial de nossa elite, antes de significar a adesão à metrópole, implica a renúncia à ideia de ter um destino próprio. Ela não se vê e não se quer como parte – privilegiada que seja – de uma nação, para o que é necessário compreender pertencer a um povo.

Num rabisco sociológico, não tem sentimentos de pertença – de ligação natural, de mesmo heterogênea, fazer parte de uma coletividade nacional. O pior, ainda seguindo este esboço, é que esta elite serve como referência para um grupo imensamente grande- e ponha imensamente num país com o grau de urbanização e o tamanho do Brasil – que a elas imita, porque a ele quer e crê pertencer.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Os empresários e a democracia

A nação mais empreendedora do mundo

Mauro Santayana

Não existe liberdade econômica sem liberdade política, e o melhor regime para se empreender é a democracia. Isso demonstram os números da economia brasileira, na maior parte dos anos deste início de século, e fatos como o divulgado no início desta semana de que o Brasil acaba de conquistar, segundo o GEM - Global Entrepreneurship Monitor, o título de nação mais empreendedora do mundo.
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