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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O gigante de duas faces

 Henrique Fendrich

A hipocrisia nossa de cada dia. Assim como nossas boas intenções, surge no momento conveniente. Postamos contra a injustiça perpetrada aos trabalhadores explorados com horas abusivas e salários indignos. Entretanto, fazemos compras naquele supermercado, porque é mais barato. Reclamamos do governo do conforto de nossas cadeiras, sem se levantar, exceto se convocados por uma mídia interesseira. Por fim, defendemos um mundo igualitário, sem apartheid social, desde que não percamos nossos privilégios. Falamos mais do que fazemos. Quando não reconhecemos o grande problema na sala, buscamos expiar nossa culpa de outras formas. Nenhuma que envolva realmente uma luta fora de nossos interesses particulares.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Macunaima derrota o gigante Venceslau Pietro Pietra


Com a morte da mãe ele emigrou com seus irmãos Maanape e Jiguê para a cidade grande e durante a viagem, ao tomar banho em uma fonte, ele torna-se branco.

Na cidade, Macunaíma se encanta com as tecnologias da modernidade e chega a pensar que as máquinas eram humanas e os humanos eram máquinas.

Depois de muitas peripécias e confusões, o herói acaba conhecendo Ci, uma guerrilheira urbana, com quem desenvolve uma relação e ao perdê-la juntamente com seu primeiro filho em explosão fatal, o herói preguiçoso parte em busca do amuleto da sorte que era representado por um muiraquitã que pertencia a sua amada Ci.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O último gigante do século XX

Aldo Fornazieri

O último gigante do século XX: Fidel foi o último dos grandes líderes carismáticos do século XX. O século XXI produziu, até agora, líderes menores, sem carisma, sem grandes causas, sem grande protagonismo. Parece que a busca da glória, como elemento essencial da atividade política, morreu. Fidel foi um líder ambíguo: pugnou pelas grandes causas da igualdade, da justiça e da fraternidade, mas deixou de lado a liberdade. É certo que em política não há inocentes, mas sem sujar as mãos, também nada de significativo se constrói. Em política, como nos ensinou o nosso mestre maior, geralmente se escolhe o mal menor. A história julgará se Castro conseguiu atenuar o mal e face da tragédia permanente da humanidade. 

Deixou legados enormes no campo da igualdade, justiça, educação e saúde. Suas ações não podem ser compreendidas fora do contexto da Guerra Fria, assim como, das incompreensões da esquerda acerca da democracia e da liberdade. Fidel não foi apenas um líder cubano, mas um líder mundial. Nos últimos anos da sua vida se dedicou a duas grandes causas da humanidade: a questão ambiental e os riscos de uma guerra nuclear. Chefiando um estado pequeno, foi um gigante frente ao maior gigante do mundo - os Estados Unidos - que tentaram matá-lo várias vezes. O seu espírito de luta deve servir como exemplo. Se as suas práticas como dirigente de Estado devam sofrer um balanço crítico, os seus ideais, em boa medida, devem ser preservados. Os desafios de hoje consistem em encontrar uma forma de promover a justiça, a igualdade, a solidariedade, a paz, a sustentabilidade ambiental com democracia e liberdade.

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