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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O jornalismo cínico e o ponto de não-retorno


O jornalismo tentou se afirmar como espaço de informação e conhecimento, mas passou a ser um subproduto dentro dos conglomerados midiáticos.

Francisco José Castilhos Karam,
 

Em 1988, o psicanalista Jurandir Freire Costa alertava que a sociedade brasileira poderia estar chegando a um perigoso ponto de não-retorno. Ela estaria incorporando quatro valores: cinismo, narcisismo, violência e delinquência. À época, seus estudos tinham como referência, entre outros, as ideias de Peter Sloterdijk. O filósofo alemão havia escrito, desde a década de 1970, artigos sobre o cinismo. Suas ideias culminariam no clássico livro “Crítica da razão cínica”, publicado na Alemanha no início dos anos 80, com grande repercussão naquele País e Europa em geral. Mais tarde, além de outros idiomas, foi traduzido para o espanhol (1989) e para o português (2012). Nele, o autor aborda o crescimento do cinismo em escala institucional e pessoal na contemporaneidade. Para Sloterdijk, sob a capa das instituições e grupos, e em contrapartida com discursos de interesse público, crescem os componentes cínicos que se amparam em interesses privados.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Razão cínica


Cesar Benjamin

O ministro Jacques Wagner deu uma entrevista, lamentando que o PT tenha “se lambuzado” quando chegou ao poder. A afirmação é falsa: a corrente majoritária do PT vinha "se lambuzando" desde muito antes no dinheiro do FAT, dos fundos de pensão e de prefeituras. O controle do governo federal só ampliou a escala da lambuzada. Jacques Wagner sabe perfeitamente disso.

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