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domingo, 29 de janeiro de 2017

Uma nova forma política para unificação da sociedade

Ruben Bauer Naveira

Graças à insegurança, cegueira, afobamento, inconsequência e ganância sem freios da classe dominante brasileira, o conjunto da sociedade vai se dando conta de que as instituições são imprestáveis, e terão que ser transmutadas. E para sua transmutação falta a unificação em torno de um projeto

Jamais houve elite neste país. O que temos aqui não passa de uma classe dominante que, por preguiça intelectual, volta e meia é chamada “elite” – conceito que, em qualquer país, diz respeito a um extrato social que avoca para si a responsabilidade de traçar o destino da sua nação e fazê-lo cumprir. Nunca houve nada assim no Brasil, lugar em que os horizontes da classe dominante não passam da acumulação predatória e do consumo ostentatório.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A perseguição a Lula e a destruição do sentido ético

Aldo Fornazieri

Na peça Galileu Galilei, Bertolt Brecht estabelece uma polêmica acerca do sentido e do significado do herói. Em conversa com seu secretário Andreas o sábio italiano enfrenta a angústia de defender a verdade de que a Terra não é centro do sistema planetário sabendo que a Santa Inquisição lhe ceifaria a vida ou de negar a verdade e continuar mantendo a dádiva da vida. Andreas, jovem idealista, incita o mestre a defender a verdade da evidência científica argumentando que a possível morte o tornará herói. Entre as ponderações dos argumentos, Andreas declara: “Pobre do povo que não tem herói!”. Ao que Galileu responde: ” Não Andreas. Pobre do povo que precisa de herói!”.

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