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sexta-feira, 4 de maio de 2018
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
quinta-feira, 27 de abril de 2017
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Modernização Conservadora: Uma marca da historia brasileira
É comum gente de esquerda e de direita se encontrarem e manterem
laços especiais.
Daniel Aarão Reis
Sibila: Jacob Gorender enfatiza, segundo o historiador Carlos
Fico, que, no pré-64, engendrou-se uma real “ameaça à classe dominante
brasileira e ao imperialismo”: “O período 1960-1964 marca o ponto mais alto das
lutas dos trabalhadores brasileiros neste século [XX]. O auge da luta de
classes, em que se pôs em xeque a estabilidade institucional da ordem burguesa
sob os aspectos do direito de propriedade e da força coercitiva do Estado. Nos
primeiros meses de 1964, esboçou-se uma situação pré-revolucionária e o golpe
direitista se definiu, por isso mesmo, pelo caráter contrarrevolucionário
preventivo”. Segundo Fico, “Gorender consolidou, em traços gerais, duas das
principais linhas de força interpretativas sobre as razões do golpe: o papel
determinante do estágio em que se encontrava o capitalismo brasileiro e o
caráter preventivo da ação, tendo em vista reais ameaças revolucionárias
provindas da esquerda”. O senhor concorda com essa visão do golpe? Ela não tem
algo de irrealista? Havia, de fato, ameaças reais ao poder e ao statu quo
vindas da esquerda? A conjuntura externa (as grandes tensões da Guerra Fria)
não foi uma lente que deformou as percepções políticas da época?
Paradoxalmente, este não é o argumento central dos que justificam o golpe?
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