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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Os Vestígios do Dia

Excesso de zelo 
The remains of the day

Luiz Fernando Zanin Oricchio

Com o Nobel de Literatura para Kasuo Ishiguro, britânico nascido no Japão, falou-se muito em Os Vestígios do Dia (1993), talvez sua obra mais conhecida.

O título evoca Freud. Naquele que é considerado seu livro mais importante, Freud dizia que os sonhos eram realizações de desejo e seu “texto” era construído com ideias esparsas da vida de vigília. “Vestígios do dia” é a expressão empregada na Interpretação dos Sonhos (1900). Estes restos entram no sonho como fragmentos, descontextualizados desprovidos de significado, e funcionam como materiais de construção de outra coisa, em outro nível psíquico.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Colaborador" é o jeito moderno de chamar o abuso da mão de obra da classe trabalhadora

Átila da Rold Roesler*

De início, peço desculpas aos leitores porque este não vai ser um texto elegante porque é necessário dar o nome correto aos fenômenos que ocorrem no mundo do trabalho. 

O poder da linguagem é mesmo surpreendente e faz com que exploradores e explorados adotem o mesmo discurso da alienação e dominação em tom uníssono. 

Assim é que grandes corporações, empresas transnacionais e mesmo empregadores de pequeno porte vêm adotando já há alguns anos em sua linguagem o termo “colaborador” para designar seus empregados de mais baixo escalão: ajudantes gerais, de produção, auxiliares de manutenção ou de limpeza etc. 
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