Franz Kafka
Posôidon sentou-se no escritório, revisando as contas. A administração de todas as águas dava-lhe um trabalho interminável. Ele poderia ter tantos assistentes quanto desejasse, e de fato tinha um grande número deles, mas, como levava seu trabalho muito a sério, teimava em reconferir todas as contas e assim os assistentes de pouco lhe valiam. Não se poderia dizer que ele se divertisse com a função,- levava-a adiante simplesmente porque era o que lhe haviam atribuído; em verdade, com frequência havia requisitado o que chamava de um trabalho mais alegre, mas, sempre que várias sugestões lhe eram oferecidas, o resultado era que nenhuma delas lhe era adequada como o era sua presente ocupação.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014
quarta-feira, 6 de março de 2013
O Lobo do Mar, de Jack London
Taize Odelli
Quando pensamos em um livro clássico, a imagem de uma leitura densa e difícil é a primeira que temos. Pois assim é a maioria desses livros aclamados pela crítica e estudados na academia. São reflexos de uma época em que a fala era “mais difícil”, ou melhor, que era mais rebuscada e bem diferente da nossa atual língua, cheia de gírias e novas variações. E por isso consideramos sua leitura truncada, pois houve expressões que nunca ouvimos antes. Mas com Jack London não foi assim. Ao ter em mãos O Lobo do Mar, que recém ganhou edição de bolso da editora L&PM, me deparei com uma leitura fácil, rápida e prazerosa, uma história que se iguala à grandeza que é o oceano, cenário desse livro.
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