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quarta-feira, 12 de março de 2014

Imaginário político pernambucano: "Eu sou mameluco, eu sou leão do norte...."


Michel Zaidan Filho:

Como as épocas históricas, os povos não são tradicionalistas por vocação. São por necessidade. Desde a Revolução de 30, quando as oligarquias estaduais perderam parte do poder de que gozavam, produziu-se um discurso saudosista, cujo objetivo era provar que o Brasil, a brasilidade, os brasileiros tinham nascido no Norte, no Nordeste, em Pernambuco ou em Apipucos, Olinda, nos Montes Guararapes ou no marco zero....

Essa astuta engenharia simbólica produziu uma religião, uma igreja e seus sacerdotes. O seu grão-mestre chamava-se Gilberto Freyre, e sua obra "a brasilidade nordestina".

sábado, 1 de março de 2014

Gilberto Freyre e a brasilidade nordestina


Michel Zaidan Filho - 2000

A Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, recém-transformada em Organização Social, prepara-se para comemorar o centenário de nascimento do sociólogo Gilberto Freyre. A efeméride será aproveitada para a instalação da cátedra “Gilberto Freyre”, dedicada aos estudos brasileiros, no Departamento de Ciências Sociais da UFPE. Nada mais merecido para quem ostenta o honroso título de um dos “pais fundadores” da Sociologia brasileira (juntamente com os nomes de Caio Prado Jr. e Sérgio Buarque de Holanda, segundo o luminoso comentário de Antonio Candido).
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