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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Subiu o morro como Antônio, desceu como Nem da Rocinha

“O que você faria no meu lugar?”

Livro conta a história de traficante que fez a Rocinha virar uma favela 'cool': "Lá não era democracia, mas também não era ditadura" 

Gil Alessi 

Dezembro de 1999. Eduarda, de nove meses, não para de chorar e está com o pescoço rígido e inclinado para o lado, até quase tocar o ombro esquerdo. A mãe a leva até uma clínica: “Mau jeito dormindo”, dizem os médicos antes de mandá-las de volta para casa. Dias depois a situação da criança se deteriora. Surge um caroço do tamanho de um ovo no pescoço e lesões na coluna cervical. Diagnósticos desencontrados – câncer, histiocitose X –, tratamentos cirúrgicos e quimioterápicos mergulham a vida da família pobre em desespero e lhes impõe uma rotina de peregrinação por clínicas e hospitais. Mãe e pai abandonam seus empregos para cuidar do bebê, as contas atrasam e eles se afundam em dívidas que chegam a 20.000 reais. A doença da filha foi o ponto de partida que levou Antônio Bonfim Lopes, então um trabalhador responsável por uma das equipes de distribuição da revista com a programação da Net, a se tornar o Nem, chefe do tráfico da Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior favela da América Latina. ---- 

domingo, 5 de junho de 2016

Apertem os cintos, o piloto sumiu


“Todos os atores (que atuaram pelo impeachment) têm agendas próprias, não necessariamente convergentes. A única coisa que eles têm em comum é o mesmo inimigo externo, a saber, a esquerda no poder. O que os une é a violência contra o mesmo inimigo, que precisará continuar como tal. O que veremos agora será, pois, tais atores se digladiando entre si para impor sua hegemonia”, escreve Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da USP, em artigo publicado por Folha de S. Paulo, 03-06-2016.
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